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[Lançamento] Palavras de Rua

em 14.9.16 26 comentários
A
divulgação de hoje é especial, por isso, apanhem suas preciosas cadernetas para anotar essa imperdível dica literária!

Desde que soube do lançamento de Palavras de Rua, meu coração se agitou em antecipação. Sabe quando você sente certeza de que vai se encantar por uma obra antes mesmo de lê-la? Pois é, foi assim comigo. Felipe Saraiça deu voz e vida a um protagonista que se tornou morador de rua. Com sensibilidade, o autor convida a refletir sobre a situação dessas pessoas, a VÊ-LAS como resultado de uma história pessoal que não deve ser julgada, mas compreendida.

'Bora conhecer o livro?


Autor: Felipe Saraiça
Título: Palavras de Rua
Editora: Pendragon | 2016 | 186 páginas
Sinopse: João saiu de casa ainda adolescente. Fugiu sem se despedir e sem muita coisa na mochila. Deixou para trás suas poucas lembranças, mas levou as marcas do passado e dos golpes que ainda doíam. Partiu sem rumo ou direção. Seguiu por ruas e estradas desconhecidas, até que seu corpo ficou exausto e teve que parar. Ali dormiu olhando as estrelas em cama de concreto e cobertor de papelão. Acordou outro alguém; morador de rua, sem história, marginal. Tornou-se invisível. Passou a estender a mão e pedir moedas, mas recebeu em troca chicletes mastigados e olhares de desprezo. Porém, entre rostos desconhecidos e olhares vazios, ele também encontrou a bondade e abrigo daqueles que nada tem.

Encantada!
Eu me senti assim quando li essa sinopse. Fiquei curiosa por conhecer QUEM ousou fazer de um morador de rua seu protagonista. Por isso, entrei em contato com o autor e o convidei a falar um pouco sobre seu livro, sobre sua motivação ao escrevê-lo, sobre seu objetivo. Muito gentilmente, Felipe Saraiça aceitou compartilhar sua resposta:


Há pouco mais de três anos, eu conheci uma moradora de rua chamada Maria. Eu estava caminhando pelo bairro de Ipanema e ela estava lá, sentada e em total contraste com o local. Muitas pessoas passavam por ela, mas poucas a observavam e tentavam ajudar. Porém, ela sempre sorria para cada um que jogava uma moeda em seu pote e fazia questão de agradecer por isso. E foi exatamente isso o que ela fez quando eu me aproximei e lhe entreguei umas moedas que haviam sobrado do meu troco. A forma como ela sorria era acolhedora e, apesar da situação em que se encontrava, em momento algum a vi reclamando ou resmungando. Pelo contrário, ela sempre se mostrou grata.

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