Título: Diabólicos
Autora: Natália Mussato
Editora: EX! Editora | 2016 | 50 páginas
Sinopse: Hiro precisa se ajustar, retomar o convívio social e reprimir seus instintos primários de ferir, livrar-se das lembranças demoníacas que assombram seu passado.
Erina faz de tudo para manter sob controle o demônio dentro de si, buscando no autoflagelo a cura para o mal que a habita.
Mas, quando dois demônios se encontram, anulam-se os receios e aflora o mal da cada um deles, reacendendo o descontrole de Hiro e fazendo aflorar o pior de Erina. Seria ele real ou apenas uma desculpa para fazer vir à tona seus sentimentos?
Seja qual for a resposta, já não há mais grades para detê-lo; as pessoas finalmente saberão como eles são diabólicos.
Resenha
[novela para +16 anos]
Eu já conhecia o talento da Natália Mussato, mas uau. Não estava preparada para um enredo tão anticonvencional e provocativo. Devorei-o com o deleite de quem sabe que peca, mas não consegue parar.
Narrado em terceira pessoa, Diabólicos apresenta Hiro, um professor que está sob acompanhamento psiquiátrico por determinação legal. Ele não quer ser atendido por uma profissional que definitivamente não o entende, mas é obrigado a comparecer às sessões por ter se envolvido no suicídio de uma aluna. Entre ir para a cadeia e enfrentar uma psiquiatra que pensa ser capaz de mudá-lo, é óbvia qual foi a sua escolha.
No entanto, Hiro realmente precisa de tratamento. Ele possui algo dentro de si, encoberto nas sombras, que é difícil manter sob controle. Seu demônio interior gosta de causar dor. Aprecia o sangue, o sofrimento, as lágrimas, o desespero. Sua psiquiatra deu-lhe um rótulo: Hiro é um sádico.
Por outro lado, conhecemos Erina. Todos os dias, Erina sofre violência. É brutalmente espancada, maltratada, ignorada ou humilhada pelos seus pais. Ela se acostumou à dor, mas seus pensamentos estão cada vez mais sombrios. Sempre que seus pais agridem um ao outro, o demônio dentro dela sorri. Ela o sente agitar e sacudir as jaulas da sua consciência. Tem medo do que poderia fazer se, um dia, seu demônio se libertar.