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[Resenha 155] Bellamanda

em 4.2.17 43 comentários
Título: Bellamanda
Autor: PG Karras
Publicação independente: Amazon | 2016 | 17 páginas
Sinopse: “Bellamanda” narra as bizarrices de uma jovem monarca obcecada por sua própria imagem, que se utiliza do poderio de sua família para subjugar todos ao seu redor. Em meio aos seus caprichos e loucuras, é seduzida pela oferta de um misterioso ambulante vendedor de poções. A promessa de jovialidade imaculada causa sua ruína, transformando-a num monstro disforme.
Estariam seus servos e o pobre vilarejo livres de seus atos de terror?
Venha conhecer esta personagem e mergulhar em sua mente doentia, numa história repleta de gore e reviravoltas.



Resenha

Bellamanda é um conto que agradará aos fãs de dark fantasy.

A narrativa do autor PG Karras remonta aos clássicos contos de fadas, mas logo percebemos que há algo para temer nesse enredo. 

Ambientado na Idade Média, o conto inicialmente nos apresenta um nobre casal de renomada linhagem. A esposa é gentil e calorosa, o marido é autoritário e irredutível. Ela sonha constituir uma família acolhedora, ele sonha ter um herdeiro forte capaz de levar à frente as responsabilidades de sua  posição.

Então, a esposa engravida! Ainda na gestação, as palavras do pai sobre o futuro herdeiro já são de ordem. O bebê nasce... insalubre, deformado, frágil. Ele morre, mas não enterra consigo o sonho dos pais. A esposa volta a engravidar, nova "coisa" nasce, nova morte a leva. Nova decepção começa a criar raízes entre o casal. A esposa não é capaz de gestar uma vida saudável, o marido está impaciente e amaldiçoa cada pequeno ser que seu ventre expele. Ele não aceita que sua preciosa linhagem germine tais sementes doentes.

[Divulgação de conto] Rezadeira

em 6.9.16 19 comentários
Vamos
à primeira publicação do blog na Maratona Setembro Nacional! 

É claro que não poderia deixar de divulgar lançamentos nacionais interessantes! Quem gosta do gênero horror, certamente vai apreciar a dica.

Conheça o conto e seu autor:




Título: Rezadeira – O Caso da Família Cabral
Autor: Carlos Rodrigo
Publicação independente: Amazon | 22 páginas
Sinopse: “Você acredita em espíritos? Espíritos malignos, para ser mais exato. Se a resposta for negativa, peço que a repense, ao menos depois de conhecer a minha história. Eu também não acreditava, e você nem imagina o que aconteceu comigo, com a minha família.” – Lúcia Cabral.

Um conto de horror curto, bem elaborado e sangrento.




Eu
aprecio o gênero horror! O fato de o autor ter cerca de 18 anos me enche de boas expectativas, pois adoro me surpreender com o talento dos jovens! É claro que espíritos malignos geralmente despertam aquele medo natural do que não podemos explicar racionalmente, mas me sinto animada para ler o conto e prestigiar a narrativa do autor Carlos Rodrigo.

Interessou-se pelo e-conto?
Redes sociais: Skoob | Página do autor | Blog | Twitter | Compre: Amazon.

[Entrevista] Rennan Andrade apresenta sua nova antologia: A Verdadeira Morte

em 26.2.16 9 comentários
Hoje
vamos entrevistar um autor jovem com duas publicações independentes que, no segundo semestre desse ano, lançará sua terceira obra: A Verdadeira Morte, uma antologia de contos que promete provocar e emocionar o leitor.

'Bora conhecer esse novo trabalho de Rennan Andrade?

 

1) Começo minha entrevista parabenizando-o pelo sucesso de A Luz de Cada Mundo. A obra – que mistura fantasia, aventura e romance – agradou muitos leitores, além de ter uma análise positiva na blogosfera. Você esperava essa recepção?

Na verdade, depois de tanto tempo trabalhando no meu primeiro livro, eu não sabia mais o que esperar. Sempre tive em mente de que eu era um autor jovem e novato e que isso atrairia tanto olhares impressionados quanto receosos. No fim das contas, foi exatamente o que aconteceu, mas fico feliz que, em geral, tenha sido um trabalho bem recebido pelos leitores, pois isso só me dá mais motivação para escrever a sequência.

Resenha 128 | Tinha uns olhos da cor da tempestade

em 25.1.16 36 comentários
Adoro
divulgar a literatura nacional, especialmente quando já conheço o talento dos autores.

M. R. Terci, em minha opinião, é um dos melhores autores nacionais no gênero horror! Sua narrativa envolve, assombra e surpreende qualquer leitor. Desde que me aventurei n'O Bairro da Cripta, conheci os Imperiais de Gran Abuelo e, agora, estou a bordo do navio que leva o temível bruxo Emanuel para a Inquisição em Abandonai Toda Esperança, decidi que nunca mais largaria do pé desse autor (rs). Quero acompanhar sua trajetória literária e, principalmente, seu crescente sucesso.

Venho dizer a vocês que, recentemente, M. R. Terci abriu uma boca de urna de sua série O Bairro da Cripta. Os leitores poderiam votar em um dos personagens de quem quisessem ler o conto separadamente, em versão e-book na Amazon. Eu votei no senhor Dezidério, pois foi um dos personagens que mais me marcou, e fiquei imensamente feliz quando ELE GANHOU!

Como já li o conto – e tive o prazer de revisá-lo –, apresento a vocês a minha resenha! Espero que se sintam motivados a também apostar nessa leitura.


Título: Tinha uns olhos da cor da tempestade [Conto do vol. 3 (Exéquias) da série O Bairro da Cripta]
Publicação independente: Amazon | 2015 | 67 páginas
Autor: M. R. Terci
Sinopse: "Dentro, apesar das chamas que brilhavam esvoaçantes e famintas pela noite, só havia escuridão. O fogo, inobstante ser a chave para a destruição daquilo que não se nomina, não era capaz de intimidar a trevosidade encarnada naquele galpão. Em poucos instantes, pequenos sóis amarelos se acenderam na negritude daquela escura nebulosa. Dezenas, talvez centenas de olhos famintos, incendiados como estrelas em um céu dilacerado pelo tridente do diabo.
Então, de súbito, guinchando e saltando freneticamente entre as paredes e vigas do galpão, as coisas enxamearam o ar ao redor de dona Giovanna."

Quem se aventura pelas trilhas ermas e mal divisadas dos Montes, à oeste de Tebraria, logo se vê diante de uma incomensurável plantação de ervas cor de sangue. Sua aparência rubra transcende o sentido comum das coisas do campo, ao passo que seu gosto amargo transgrede sobremaneira qualquer senso de utilidade. Uma ou outra benzedeira faz-lhe uso. Sinhá Cida reza uma Ave-Maria enquanto trança a rama vermelha no cabelo do doente com gota e da moça com quebranto.
O dono dessas terras é Dezidério, velhinho de aparência inofensiva, sorriso infantil e uma sombra diabolicamente faminta.
AH! Venham comigo, em direção ao Bairro da Cripta. Vamos por esta estrada. Pelas colinas escarpadas, lugar de vento frio que faz gelar a alma de toda gente. Em redor de imenso e desfolhado bosque de ipês, dar-vos-ei conhecimento daquilo que espreita por este caminho. Vou dizer-vos algo que não querem ouvir. Vou mostrar onde está escuro.

Resenha

Sabe aquelas narrativas que parecem ricas em conteúdo, enredo e criatividade? Do tipo que nos fazem sentir a ausência dos personagens depois do fim? Assim é o conto Tinha uns olhos da cor da tempestade, do autor M. R. Terci.

Nesse conto conhecemos Dezidério, um velho que – por onde passa – provoca comentários entre as pessoas. Isso porque há algo muito estranho com sua sombra… Ela parece ter vida própria, movendo-se sem coerência, esticando-se quando deveria estar pequena.

Dezidério desconversa, como se fosse apenas "ilusão de ótica". O povo não sabe o que vê; a sombra não tem nada de errado. Será?

[Conto] Anabele

em 30.8.15 31 comentários

Já
era segunda-feira à tarde e o sol reluzia em toda a cidade. O movimento estava fraco nas ruas e eu gostava de andar com meus patins quatro rodas por todo o bairro. E isso já era rotineiro, mas essa tarde foi diferente. Ainda ouço as sirenes, os gritos e o caos.

14h30min.

Estava prestes a sair de casa quando mamãe falou:

– Anabele, aonde você vai com tanta pressa?

Conto 1 | Você beijou Lilly

em 2.9.13 3 comentários
Para começar a semana, escolhi um conto de Charles Bukowski. Aos que nunca leram nada deste autor, alerto que sua linguagem obscena é como levar um soco da realidade diretamente no rosto. 

Admiro a maneira como C. Bukowski narra a inconstância da vida, porque possui uma crueza tão característica de algumas experiências que me lembra da acidez azeda de uma boa limonada. Pode não parecer, mas é preciso sensibilidade para tornar nu o que é próprio do ser humano e apresentá-lo em sua pior face.


Era uma noite de quarta-feira. A televisão não estava muito boa. Theodore tinha cinquenta e seis anos. Sua esposa, Margaret, cinquenta. Os dois estavam casados há vinte anos e não tinham filhos. Ted apagou a luz. Os dois ficaram estirados no escuro.

– Bem – disse Margy –, não vai me dar um beijo de boa noite?

Ted deu um suspiro e voltou-se para ela. Deu-lhe um beijinho de leve.

– Você chama isso de beijo?

Ted não respondeu.

– Aquela mulher no programa parecia Lilly, não parecia?
– Não sei.
– Você sabe.
– Escuta, não comece nada, que não acontece nada.
– Você simplesmente não quer discutir as coisas. Só quer se fechar em sua concha. Seja honesto. A mulher do programa parecia Lilly, não parecia?
– Tudo bem. Tinha uma certa semelhança.
– Isso fez você se lembrar de Lilly?
– Oh, Deus…
– Não fuja. Fez você se lembrar dela?
– Por um momento, sim…
– Foi bom?
– Não, escuta, Margy, isso aconteceu há cinco anos!
– O tempo muda o que acontece?
– Eu pedi desculpas a você.
– Desculpas! Você sabe o que fez comigo? E se eu tivesse feito isso com algum homem? Como é que você ia se sentir?
– Eu não sei. Faça, e aí eu vou saber.
– Oh, agora você está sendo gozador. É uma piada!
– Margy, nós já discutimos essa coisa quatrocentas ou quinhentas noites.
– Quando você fazia amor com Lilly, a beijava como me beijou esta noite?
– Não, acho que não…
– Como, então? Como?
– Nossa, pare com isso!
– Como?
– Bem, diferente.
– Diferente como?
– Bem, era uma novidade. Eu estava excitado…

Margy sentou-se na cama e deu um grito. Depois parou.
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