Título: ReconstruçõesAutor: Natanael Otávio
Publicação independente | 2016 | 105 páginas
Sinopse: Reconstruções é uma coletânea de contos e poesias escritos ao longo de 15 anos que, apesar do distanciamento de tempo e da diferença de gêneros, se aproximam pela temática ao apresentarem com sensibilidade os percalços dos relacionamentos humanos e a autodescoberta que eles envolvem.Enquanto cumpria a minha jornada, aprendi com as manipulações sofridas pela vida e me transformei no que sou.– Memórias da Fazenda VargasPode-se observar, também, embora mais presente na poesia, um jogo de luz e sombra – uma disputa constante entre a claridade e a escuridão – no livro de estreia de Natanael Otávio.Eu desço do automóvel / E, num segundo, é como se ele / Nunca tivesse existido. / Apenas o seu farol.(...)Olho o horizonte. / Nada vejo além de névoa e noite. / Mas, ao meu lado, / Um farolete de lata e vela.– Faróis
Resenha
Foi com alegria que conheci o talento de Natanael Otávio ao ler seu conto Alanis D. e o Esmerilhão, publicado na Amazon. Sua narrativa me encantou profundamente e, desde então, estava certa de que devia acompanhar a trajetória desse autor.
Reconstruções é sua primeira publicação impressa, uma coletânea que se divide em duas partes: Prosa e Poesia. A leitura flui agilmente, mantendo o envolvimento do leitor sem qualquer esforço. Isso porque Natanael consegue nos embalar no ritmo de suas palavras, com um equilíbrio que rende agradáveis sentimentos e reflexões.
O primeiro conto, intitulado De volta a "Neverland", nos faz sentir no interior de uma família simples. É um dia chuvoso, daqueles em que não convém sair de casa. O pai é agricultor e, para evitar o ócio, se ocupa com a marcenaria. A mãe também está envolvida com a costura. O único filho do casal se sente entediado, deixado de lado. Ele quer ajudar, mas sua presença é descartada. A criança só vai atrapalhar. Natanael conseguiu transformar uma rotina comum, daquelas que provavelmente todos já viveram ou presenciaram, em algo profundamente sensível. Isso porque... Ah, não posso dizer (rs). Vocês terão que ler para conferir, mas a bela metáfora presente neste conto é um convite para ler a obra completa. Foi um ótimo início!

