Mostrando postagens com marcador Editora Litteris. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Litteris. Mostrar todas as postagens

Resenha 153 | A Deusa de Anília e Outras Histórias

em 22.11.16 17 comentários
Título: A Deusa de Anília e Outras Histórias
Editora: Litteris | 2015 | 184 páginas
Autora: Cláudia Miqueloti
Sinopse:
A Deusa de Anília
Um terrível dragão aterroriza a ilha. Krisna Rimeriano precisará de toda sua determinação e coragem para salvar sua amada ilha e conquistar o coração do valente Negro.

A Maldição de Gohran
A cidadela de Manarga vive sob uma maldição imposta pelo temível dragão Gohran. O jovem Menetto e seus companheiros precisam ser bem sucedidos para que Manarga não desapareça.

Mielim e a Harpa Encantada
A harpa dourada foi roubada, debaixo das orelhas pontudas dos Elfos de Lothuen. Bravos guerreiros saíram no encalço do ladrão.

O inferno de Razhenda
O Reino de Razhenda foi devastado por Cormedhor de Austrúcia, um mago ensandecido, que vem se utilizando de seres humanos como cobaias para suas experiências cruéis.

Tremaría e o Gigante da Montanha de Gelo
Uma terrível e monumental criatura, está aterrorizando os viajantes que precisam cruzar a Montanha do Vento Cortante. Kági, Dovan, Armando, Sáfio Liso e a doce barda Jocelyn precisam urgentemente de um trabalho, pois seus bolsos estão vazios.

Resenha

Adoro contos! Por isso, logo que soube de A Deusa de Anília e Outras Histórias, desejei prestigiar o talento da autora Cláudia Miqueloti. Não me arrependi, essa é uma ótima leitura!

A obra apresenta cinco contos, todos de gênero fantasia e envolvendo aventuras épicas. Dou destaque à qualidade da narrativa, pois a autora foi cuidadosa com os detalhes e procurou oferecer ao leitor uma experiência de imersão no contexto criado. Ela não escorregou para a nossa realidade. Cuidou até mesmo para que os nomes dos personagens fossem diferentes do que concebemos como normais. A alimentação, as vestes, a cultura, o aspecto físico, a mitologia... foram planejados pela autora. Em cada conto conhecemos um povo, uma sociedade, diferente. Acho isso fundamental para quem se aventura a escrever fantasia. Levar o leitor para outro universo só é possível quando este se faz verossímil. Cláudia Miqueloti sabe disso como ninguém.

O período histórico dos contos pode ser interpretado como a Era Medieval. As armas e os meios para a sobrevivência são próprios dessa época. Mas a fantasia existe na ausência de conceitos que regem esse período, como paganismo, cristianismo ou monarquia. Achei ótimo a autora não mencionar nenhum desses conceitos e inovar ao criar, em cada conto, um novo contexto.

Posts Relacionados