Título: Alice Black – Princesinha do InfernoAutores: Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves
Editora: Autografia | 2015 | 320 páginas
Sinopse: Alice é roadie da Mell's Angels, uma banda de rock iniciante, cuja estrela é sua irmã mais velha. Humilhada constantemente pelos integrantes, sua situação piora quando descobre que eles venderam sua alma em troca de sucesso imediato. Lançada no submundo, enquanto a banda desponta para o estrelato, Alice inicia uma louca jornada através dos perigos, descobertas, desafios, e – por que não? – encantos de um inferno totalmente rock and roll, governado por um Príncipe das Trevas que talvez nem seja tão terrível assim...
Resenha
Alice Black merece estar na capa. O que essa protagonista viveu na Terra e, depois, nas profundezas do inferno foi digno de nota. Gosto de personagens que são leais não às pessoas, mas a si mesmos; que não traem seus próprios sentimentos; que, mesmo na loucura, se agarram às suas crenças porque são incapazes de simplesmente aceitar a verdade do outro. Alice é assim. Mas isso não quer dizer que seja destemida, ou decidida, ou até mesmo perspicaz. Na verdade, muitas vezes quis gritar com ela para que deixasse de ser ingênua.
Quando um romance me desperta sentimentos ambíguos, me faz desejar entrar na história para mudar o rumo dos acontecimentos e interagir com seus personagens, assumo ter feito uma ótima leitura. Não esperava menos dos autores Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves. Interessei-me por Alice Black – Princesinha do Inferno justamente por sua qualidade anticlichê.
Vamos ao enredo:
Alice é uma jovem que vive à sombra, literalmente, como roadie da banda de rock Mell's Angels. Sua irmã mais velha, Melissa, é a vocalista. A banda não faz grande sucesso, mas já está (aos poucos) se lançando em alguns shows noturnos. Alice não se importa de estar atrás do palco, carregando caixas de som, preparando instrumentos, garantindo garrafas d'água e tudo o mais que a banda precisar, mas há algo que a incomoda profundamente: a constante falta de respeito e reconhecimento.


